sexta-feira, junho 08, 2007

yeah x3.

well, I've been dragged all over the place
I've taken hits time just don't erase
and baby I can see you've been fucked with too
but that don't mean your loving days are through
cause people will say all kinds of things
that don't mean a damn to me
cause all I see is what's in front of me
and that's you

well I may be just a fool
but I know you´re just as cool
and cool kids they belong together



terça-feira, junho 05, 2007

desenhas sorrisos como se o toque pintasse a cores na pele
gravas as tuas marcas dia e dia e dia
contagens feitas de horas meigas
em que o mundo se resguarda atrás das cortinas
e eu que tinha amarrado o coração
vi-me desdobrada de tudo aquilo que queria esconder.
gosto, com gosto.
.

eu quero:


no entanto, quando estive desempregada só queria trabalho.
agora, empregada, só quero praia.
eu nunca estou satisfeita.


ora abóbora.

segunda-feira, junho 04, 2007

(continuação)


vulnerável é deixar-me sentir.
vulnerável é apostar sem rede e ter medo, medo, medo.
vulnerável é adormecer com um sorriso.
vulnerável é desamarrar as reservas e deixá-las ir com o vento.
vulnerável é gostar. assim, só. com gosto.
e ter medo de cair, mas querer subir na mesma.
porque é bom.
because it freaks me out...

...


vulnerável é também arrepender-me das discussões que nos roubaram tempo. é sentir que afinal mal te conheço. é ver-te a ficar pequenina e chorar por dentro. e por fora. é sentir uma dor constante e um alarme de cada vez que pergunto por ti. podias ficar mais um pouco. se eu soubesse que me ia sentir assim...

...

and you can use my skin
to bury secrets in...

domingo, junho 03, 2007

andorinha.

para o teu regresso,
todos os dias serão primaveras.

sábado, junho 02, 2007

vulnerável.

and you can use my skin
to bury secrets in

terça-feira, maio 29, 2007

segunda-feira, maio 28, 2007

fazer figas

domingo, maio 27, 2007

desmedir o corpo em flor.


to miss R.



faço jantar de sins.


sem velas,


mas de madressilva na mão e rosa da china no cabelo.


de coração pendente no fio do corpo,


para me lembrarem quanto tempo me faltou


para acordar


e dizer adeus aos meus sapatos velhos.



[je ne savais pas, mas j'ai un bouquet de chèvrefeuilles.]

quinta-feira, maio 24, 2007

...



need to stop drifting
...

terça-feira, maio 22, 2007

once I wanted to be the greatest.*

mas há segundos em que uma torrente de maus ocasos
de maus acasos
te impedem de seres matéria


há dias em que és só o pó que restou do que, noutro dia
[noutro dia em que eras matéria]
pousavas os sonhos na mesa para todos verem
todos verem os teus sonhos.


no wind of waterfall could stall me
and then came the rush of the flood
stars of night turned deep to dust
[cat power, the greatest].

terça-feira, maio 08, 2007

...


em dias de sol onde se diz adeus balança-se a vida num salto para o desconhecido
sem se saber da rede de segurança
sem rumo mas com o destino gravado em cada passo que se tenta dar
tacteia-se o caminho, o apoio nas paredes, os pés hesitantes
mas certos também de um futuro que se quer
presente.

segunda-feira, maio 07, 2007

save the last dynamite dance.


terça-feira, maio 01, 2007

eureka.

e quando o tacanho passado não me fala, eu sorrio de evolução.

sábado, abril 28, 2007

da semiótica e do amor.

ela percebeu que o amor era ainda maior, quando ele lhe tentou explicar as teias do coração através da semiótica e do seu objecto.

sexta-feira, abril 20, 2007

quinta-feira, abril 19, 2007

músicas ondulantes.


you came to take us
all things go, all things go
to recreate us
all things grow, all things grow
we had our mindset
all things know, all things know
you had to find it
all things go, all things go


sabe bem às vezes não pensar em nada e ouvir apenas, como se das notas nascesse a resposta.

quarta-feira, abril 18, 2007


"avancer toute voile dehors
la la la la la...
et danser encore"


terça-feira, abril 17, 2007

domingo, abril 15, 2007

e não sei o que dizer quando me apetece escrever e as palavras não saem de dentro de mim, como se presas por um cordão de aço aos sítios onde vivem, onde moram, onde me mordem e desnorteiam. não sei para onde me virar nem que passos seguir, talvez invente caminhos nas pedras tristes da calçada que me acompanham todos os dias. talvez siga, talvez fique, talvez suba e me perca nas nuvens, ou então arrastarei os pés como uma condenada, e esperarei por fôlego. entre caminhos não sei que seta seguir. perdi o mapa algures na última curva, e agora estou sentada na berma da estrada, pernas cruzadas, olhar fito no horizonte, a mão em pala para proteger os olhos do sol que já surge, o corpo cansado de andar.

o que se faz quando não se sabe o caminho para onde se quer desesperadamente ir?

quinta-feira, abril 12, 2007

em abril, águas de março.


trezentos e sessenta e cinco alfabetos reescrevem-se trezentas e sessenta e cinco vezes por trezentos e sessenta e cinco dias.
como se a elis cantasse as águas de março e elas se atrasassem e chovessem em abril. como se o jobim me ditasse que afinal o verão começaria naquele dia, o passarinho voaria na mão, dentro da mão. como se o ditado guardasse a promessa de vida que se enrolava na cama e se aninhava nos lençóis de beijo primaveril.
trezentos e sessenta e cinco sonhos a verde, amarelo e vermelho, sonhados por esta ordem cromática e por mais nenhuma. trezentas e sessenta e cinco mãos vazias de espera guardada na palma, de resposta aguardada na língua - não a minha, a outra.
e foram e são e serão tempestades de areias, fruto da erosão desses alfabetos aguardados há muito mais, tão mais, demasiado mais do que trezentos e sessenta e cinco dias.

segunda-feira, abril 02, 2007

eu só queria uma coisa.




na praia deserta dos dias que passam
falo ao mar de coisas que vi
falo ao mar do que conheci.

(toranja)

quinta-feira, março 29, 2007

pérolas de sabedoria, pérolas.

Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (Jornal das Moças, 1957)

Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto. (Revista Cláudia, 1962)

A desarrumação numa casa de banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1965)

A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959)

Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças, 1957)

A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma mulher que não tenha resistido a experiências pré nupciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara. (Revista Cláudia, 1962)

Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)

O noivado longo é um perigo. (Revista Querida, 1953)

É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (Jornal das Moças, 1957)

E para finalizar, a melhor de todas: O LUGAR DA MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA MASCULINIZA. (Revista Querida, 1955)


com franqueza...


aqui.

inacreditável.


[se me garantirem que partidos como o pnrpropositadamente comletraminúscula ficam em terra, faço a boa viagem de bom grado].

segunda-feira, março 26, 2007

os domingos também embalam.


flowers for you yet again
and the tear stained cheeks never end
we only seem to respond in kind
an eye for an eye only leaves us blind

[matt elliott, what's wrong].


foram as flores domingueiras,
a saída de emergência sobre a voz de Babel.
foi o rosto semelhante sussurrado aos ouvidos alheios,
a viagem de ida sem volta,
ida sem porta,
a viagem de volta à ida.

quinta-feira, março 22, 2007

...

falei cedo demais.

quarta-feira, março 21, 2007

caminhos.


We'll cast some light and you'll be alright for now
Crosses all over, heavy on your shoulders
The sirens inside you waiting to step forward
Disturbing silence darkens your sight
We'll cast some light and you'll be alright for now
Crosses all over the boulevard
The streets outside your window overflooded
People staring they know you've been broken
Repeatedly reminded by the looks on their faces
Ignore them tonight and you'll be alright
We'll cast some light and you'll be alright

jose gonzalez, crosses


espantoso como a luz primaveril torna tudo mais ligeiro.

segunda-feira, março 19, 2007

ora bem...

My cool celebrity look-alike collage from MyHeritage.com. Get one for yourself.






estou particularmente orgulhosa da parecença com a kim catrall. que eu, pessoalmente, não vejo. mas o my heritage é que sabe.
:)

as duas únicas vantagens de se fazerem madrugadas.

ler os jornais do dia às 5 da manhã e poder ir correr a meio da tarde depois de acordar, quando está um sol fabuloso.

mais nada.

ai que tenho sono.

sábado, março 17, 2007

nunca, mas nunca...

... trabalhem 20 horas de seguida.
acreditem.
é o melhor conselho que vos posso dar.

(suspiro)

quarta-feira, março 14, 2007

só uma notinha...

... está calor.
está bom tempo.
está-se tão bem lá fora.
a praia é já aqui pertinho.
então...


...


por que é que eu estou a trabalhar???
e ainda por cima numa redacção sem janelas!
arghh...


:/


(apeteceu-me desabafar)

notícia do fundo.




[joanna newsom, only skin].

domingo, março 11, 2007

(notes on a scandal)

mind the gap - the distance between the life you dreamed of and life as it is. todos nós sonhamos com aquilo que não temos. queremos aquilo que não podemos, não devemos ter. somos perfeitos nas nossas inseguranças, medos, obsessões. são aquilo que nos torna fáceis, alvos a abater, presas. são o que nos torna falíveis, humanos, reais, de carne e osso com os pés na terra e a mente a voar por caminhos mais livres que aquilo que o nosso peso permite. it started to look like a secret and secrets can be... seductive. aquilo que nos pressiona a avançar, aquilo que nos move, a sensação de que há mais, há outros caminhos, outras vidas. os erros fazem parte de nós. são intrinsecamente humanos. são nossos. tatuados na nossa pele, integram quem somos, fazem de nós pessoas completas. ninguém é perfeito. todos temos um segundo eu, dentro de nós. we want so much to believe we found our other. cada pessoa é um mapa das suas imperfeições. cada um de nós já quis sair da sua pele. todos tropeçamos e caímos, magoamo-nos, saramos e voltamos a erguer-nos renovados, apenas para cair de novo, para experimentar a dor agridoce de uma aposta perdida, um movimento que não se fez, a quase-queda que se segurou.

erramos.
respiramos.
e assim vivemos.
imperfeitamente perfeitos.

quinta-feira, março 08, 2007

porque às vezes não são precisas palavras.


(foto de nina berman)

não saber o que o futuro reserva.
história aqui


sábado, março 03, 2007

the golden morning breaks.


a manhã dourada rompeu, de mãos frias e beijo alojado nos lençóis.
*pintura de edward hopper.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

al cuore si comanda.


domingo, fevereiro 25, 2007

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

a m o r e s r e g u l a r e s.


os dias correm para os amanhãs,
nadam lá para frente, para o f u n d o, para mais, para melhor, para a costa alentejana e para o sol que assobia liberdades.


as roupas empilham-se,
escondem-se das gavetas, guardam-se na mala daquelas viagens, esperam pelo ponto de chegada, vestem a menina que teima em olhar para trás, para a superfície, para menos, para pior, para a casa moribunda e para o elipse que emudece o assobio, que canta a prisão corporal.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007



"Tonight make me unstoppable
And I will charm, I will slice,
I will dazzle them with my wit
Tonight make me unstoppable
And I will charm, I will slice
I will dazzle I will outshine all"

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

sem tempo para ter tempo.


a verdade cresceu e apareceu.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

little children.



"... a fome por uma alternativa
e a recusa em aceitar uma vida de infelicidade".

domingo, fevereiro 04, 2007

holocausto.

no dia 27 de janeiro assinalou-se o dia internacional em memória das vítimas do Holocausto.


ver aqui um arquivo digital - sim, pode e vai chocar.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

acabaram-se as madrugadas.

olá, dormir de noite.

again, a popular carta que tanta tinta faz correr nos blogs.

"Mamã, antes de me despedir de ti, peço-te um favor, que esta carta que te escrevo, a dês a ler às tuas amigas e futuras mães, para que não cometam o monstruoso crime que ti cometeste. E para se sentirem uma merda como tu ao leres esta cartinha, embora saibas que fizeste o melhor para ti e para o resto da família e até para mim. Envio-te o carinho que desejaria ter-te dado em vida… E peço-te que te arrependas daquilo que fizeste ao teu filho, que nunca nasceu. E perdoa a quem escreveu esta carta por mim, eles não sabem o que fazem, são mesmo muito burros."


daqui das horas perdidas.

é que vale a pena ler.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

continuação:

mais sobre a "carta à minha mãe" do último post, aqui.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

um mau exemplo de campanha.

"Na passada sexta-feira, quando as crianças do infantário O Aquário (Setúbal) chegaram a casa, os pais depararam-se com estes folhetos dentro das mochilas" - aqui.

ISTO não é fazer campanha. é indigno e indecente usar as crianças como veículo de opiniões que ainda por cima nem são fundamentadas. uma carta escrita por parte de um bebé que está no céu e está tão triste porque a mãe o matou...
tenham dó. que sejam contra a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, tudo bem (digo já que sou a favor). mas este tipo de argumentos pura e simplesmente não se utiliza. aliás, nem são argumentos.

na amnistia internacional... guantánamo.


terça-feira, janeiro 30, 2007

sexta-feira, janeiro 26, 2007

amora:

estou contigo.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

riem-se o corpo e as palavras.




Sondra Pransky: Oh, you always see the glass half empty.


Sid Waterman: No, I always see the glass half full. Of poison!

in scoop, de woody allen.

domingo, janeiro 14, 2007

we are accidents waiting to happen.*


lisboa multiplicada por cento e dois é tudo sobre ti. e tudo sobre ti são acidentes – como o que matou esteban – inesperados e passíveis de acontecerem por buscarmos o mais desejado. uma correria contra a natura, uns passos mais incertos em torno do ansiado e ponto.
respira fundo, até ao umbigo – princípio de ti. vais ver que regressas como serás. porque o que tu eras – tu foste? –, o que tu eras era um fim. é como aquela faixa dos calexico: começa pelo fim para dar início à melodia mais canção de sempre. lembra-me sintra e a promessa. vês agora porque insisti tanto em voltar atrás? porque tínhamos dito que voltávamos. e eu engulo as promessas – se não as cumprir, não digiro bem os dias seguintes.
sintra tem aquelas ruas estreitas que apertam as palavras. tudo se eterniza ali. até o medo. o medo dividido por nove – o número que queria ser redondo, mas não conseguiu.
não digas a ninguém – porque os segredos são para guardar no escuro -, mas não gosto de olhar para trás de ti. há lodo no cais do teu passado. gosto de olhar para onde apontam os olhos e de ficar à tua espera.
diz a toda a gente – porque os sonhos são para plantar à luz do dia – como é bom esperar-te quartaquintasextasábado, como é bom esperar-te naquelas semanas em que os dias estão colados ao fim-de-semana.
*radiohead.
à menina de olhar cansado dói o desespero de ver
o castelo a desmoronar-se com cada palavra que é dita.
pedra a pedra, caem as ilusões.
tingem-se as recordações de negro.
a menina de olhar cansado esgota-se
em cada troca de mágoas.
só quer paz.
para um dia sobrar algo do que foi.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

when I wrote it down [they] couldn't see what was written.*



dizem que a caçadora de palavras adoeceu. disjuntada, caíu na reticência da morte e tossiu frase nenhuma. começou por tropeçar em vírgulas. já não sabia parar em pontos finais. iniciou uma sucessão infinita de espirros fraseados, pouco perceptíveis, feitos sem parágrafos. emudeceu e, por isso, assassinou o bloco e a caneta. estancou a tinta e rasgou as folhas em pedaços de metades de palavras reformadas.
dizem que a caçadora de palavras nunca conseguiu caçar palavras felizes – é uma área restrita, disse-lhe o administrador, certo dia. ela nunca acreditou e, por isso, arriscou dicionários e enciclopédias, trilhando os caminhos recurvados das promessas e dos sonhos.
dizem que a caçadora de palavras se aventurou demasiado e se perdeu tanto na aventura como na demasia.
*matt elliott

domingo, dezembro 31, 2006

(lembras-te, amora?)



e que 2007 nos traga a todos alguma paz.
(a ouvir pérolas)
que o nosso sorriso se abra mais vezes, que ecoe na sombra de quem amamos e aqueça as veias por onde vivemos.
que o sol nos descubra.
nas últimas horas, refaço-me ao sabor das memórias.
e prometo conseguir, apenas, ser eu.
porque, afinal, resoluções de ano novo são apenas velhas promessas.
todos os dias são novos, basta sabermos por onde começar.

sábado, dezembro 30, 2006

fiona.

fast as you can
baby run
free yourself of me
fast as you can

se.

(carlos matos)
se mergulhar bem fundo talvez regresse pura.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

perdidos e achados.

alguém viu por aí o meu sistema imunitário?

hallelujah.

I did my best, it wasn't much
I couldn't feel, so I tried to touch
I've told the truth, I didn't come to fool you
And even though
It all went wrong
I'll stand before the Lord of Song
With nothing on my tongue but Hallelujah.


o suspiro mais triste do mundo vê acabar uma vida que sonhei.
agora tenho de inventar outra.
crash, went the sound of a hundred dreams breaking down down down.
mas talvez tenhas razão...

quinta-feira, dezembro 28, 2006

about a girl.

(kurt halsey)


descer escadas incógnitas e gostar
sem saber o ponto final da história.



inspirar navegantes.
;)

quarta-feira, dezembro 27, 2006

vinte e sete de dezembro de dois mil e seis mais vinte e dois anos e uma amizade sem número.

i'll always be by your side
even when you're down and out
i'd wear your black eyes
bake you apple pies

cocorosie, by your side.

amora circular, sem princípio nem fim, parabéns.
serás sempre o meu poema com asas.

domingo, dezembro 24, 2006

a véspera e o dia.


ao olhar para a intermitência das luzes, lembrou-se que não sabia do interruptor das presenças contínuas.

and I ran with a heart on fire.

t. s. eliot mentiu-me.
abril foi o primeiro mês.

sábado, dezembro 23, 2006

feliz natal.
:)

sexta-feira, dezembro 22, 2006

ironia muda.

num dia afónico, sente que falou mais do que nos dias de palavras plantadas na língua.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

e diz-me, consegues? consegues ler-me? é que sinto que sou um livro aberto para ti. as saudades são mais que muitas quando cada coisa tem o teu nome escrito. cada dia acorda para ti. nos meus passos ressoa a ausência e um vazio, cheio de ti até transbordar, repleto por ti. as pequenas vitórias tornam-se gigantescas quando sorris e te orgulhas de mim. de mim, logo de mim, que te roubei a inocência, aquilo que te emprestava o brilho de um planeta distante.
deixa-me ir contigo.
deixa-me ficar contigo.
assim, só contigo.




...




sim, eu sei. pede-se sempre o impossível.
mas nunca se deve sonhar ao nível do chão.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

poesia polvilhada com estrelas para dias de ausência de luz.

no princípio era tudo denso e escuro
não se via um palmo em frente
o futuro pelo contrário
é cada vez mais transparente

[jorge sousa braga, pó de estrelas].











*gulbenkian.

terça-feira, dezembro 12, 2006

teresa silva

On the corner of main street
Just tryin' to keep it in line
You say you wanna move on and
You say I'm falling behind

Can you read my mind?
Can you read my mind?

Oh well I don't mind, you don't mind
Cause I don't shine if you don't shine
Before you go, can you read my mind?

the killers

banda sonora de dias frios, muito frios.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

melodia.


I want to know what you got to say
I want to know what you got to say
I want to know what you got to say
I can tell you taste like the sky cause you look like rain
You look like rain
...

morphine.

fantástico.

sábado, dezembro 09, 2006

sorrisos numéricos.


o oito é um número redondo.
a felicidade é redonda.
(não se sabe bem onde estão o início e o fim da felicidade circular.)
o oito é um número feliz.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

natal.

Im driving home for christmas
Oh, I cant wait to see those faces
Im driving home for christmas, yea
Well Im moving down that line
And its been so long
But I will be thereI sing this song
To pass the time away
Driving in my car
Driving home for christmas
So I sing for you
Though you cant hear me
When I get trough
And feel you near me
I am driving home for christmas
Driving home for christmas
With a thousand memories
possivelmente a minha cancção de natal favorita que acabou de passar na rádio. chris rea.

a fazer madrugadas, descobri...

... que as horas que não são dia nem já bem noite me fazem pensar na vida. no que já lá foi, no que vai, no que pode vir. em ti, nela, neles, nelas, em todos. penso que tenho sorte, no fundo. tenho amigos verdadeiros que nunca me abandonaram quando as coisas se tornaram difíceis. tenho uma família que me adora (e isto é um feito, porque levam com o meu mau feitio de cada vez que lá vou). tive mais coisas boas que más ao longo da vida. ou então já me esqueci de algumas das más. é provável. a minha memória é... selectiva, para utilizar um eufemismo. no entanto, consigo lembrar-me de uma lista de verbos franceses que aprendi no secundário já não sei porquê: aller, venir, arriver, partir, rester, tomber, entrer, sortir, mourir, naître, monter et descendre. estupidamente, eu sei, muitas vezes esqueço-me do meu número de telemóvel. no entanto o recitar destes verbos permaneceu comigo, a imagem deles escritos no quadro negro, a sala de aula, a professora, os colegas. descobri que não faço muito sentido a estas horas e que estou a escrever não sei porquê. tive uma pausa, e deu-me para isto. quem resistiu e ainda me está a ler ganhou o céu. ou o euromilhões, como preferirem...

mimo.

hoje fiz alguém feliz.
sabe tão bem.
:)

quinta-feira, dezembro 07, 2006

04:21...

... e isto faz um sentido triste.


flames to dust
lovers to friends
why do all good things come to an end?

(nelly furtado)

quarta-feira, dezembro 06, 2006

shhh...

"nobody knows it
but you've got a secret smile
and you use it only for me..."
(semisonic)
certas coisas nunca vão desaparecer.

terça-feira, dezembro 05, 2006

a simplicidade não se veste, anda nua.

where is my love
where is my love
horses galloping
bring him to me

where is my love
where is my love
safe and warm
so close to me
in my arms
finally
there is my love
there is my love.

[cat power].

afinal, o futuro próximo já chegou.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

...

Love ridden, I’ve looked at you
With the focus I gave to my birthday candles
I’ve wished on the lidded blue flames
Under your brow
And baby, I wished for you
Nobody sees when you are lying in your bed
And I wanna crawl in with you
But I cry instead
I want your warm, but it will only make
Me colder when it's over
So I can’t tonight, baby
No, not ‘baby’ anymore - if I need you
I’ll just use your simple name
Only kisses on the cheek from now on
And in a little while, we’ll only have to wave
My hand won’t hold you down no more
The path is clear to follow through
I stood too long in the way of the door
And now I’m giving up on you
No, not ‘baby’ anymore - if I need you
I’ll just use your simple name
Only kisses on the cheek from now on
And in a little while, we’ll only have to wave

fiona apple

...

futuro próximo? custa tanto a aceitar...

domingo, dezembro 03, 2006

cinzento.


"de todas as vezes que observas nas notícias uma paisagem devastada pela força da corrente, como essa, repetes a ti próprio: é exactamente assim que o meu coração se sente".



haruki murakami


... palavras para quê.


sábado, dezembro 02, 2006

o que eu me rio a esta hora tão fria.


"Nosso presidente ser um homem glorioso. Ganhou posição através, não de meios primitivos como usados aqui no Ocidente, contagem de votos, mas com provas mais difícil. O nosso presidente foi vencedor porque conseguiu carregar mulher às costas contra vontade dela durante muitos quilómetros, 14, muito bom marca no cronómetro. Também ser líder muito forte. Único homem no meu país que conseguiu ter bateria de carro pendurada em sacolas de testículos durante três segundos. Você quanto tempo consegue?"


sexta-feira, dezembro 01, 2006

José Luís Peixoto.


não há nenhuma diferença entre aquilo que aconteceu mesmo e aquilo que fui distorcendo com a imaginação, repetidamente, repetidamente, ao longo dos anos. não há nenhuma diferença entre as imagens baças que lembro e as palavras cruas, cruéis, que acredito que lembro, mas que são apenas reflexos construídos pela culpa.
in Cemitério de Pianos.

gargalhadas, muitas muitas gargalhadas!


aqui!



fez-me começar bem o dia.

quarta-feira, novembro 29, 2006

...

estive a recordar poemas favoritos. de ary dos santos, de pessoa, de e. e. cummings, de cesariny.
não tenho o dom de brincar com as palavras, de com elas criar castelos imaginários, pontes que vão ter à alma de cada um.
resta-me a sinceridade.

(é que te trago comigo e não sei como te deixar ir.)

bom dia...

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!


Ary dos Santos

terça-feira, novembro 28, 2006

ao afogar os medos.




it's cold I'm afraid
it's been like this for a day
the water is rising & slowly we're dying
we won't see light again

[matt elliott, the kursk]




*fotografia de amanda marsalis.

segunda-feira, novembro 27, 2006

...

porque ainda preciso de ti já não sei viver comigo, porque te vejo em cada esquina desiludo-me a cada passo. quando nos levam a alma resta pouco, fica a incompletude de quem voga ao sabor da memória de um beijo.

eu prometo que vou tentar anjo.

I'll make you proud.

domingo, novembro 26, 2006

para ti.

because your breath is still in me
and you shape is still around
and this shallow light won’t let me go, no…
because even if you break my heart
and even if you make things wrong,
you will always be the one,
you will always be my love.



the gift.


respirar fundo
respirar fundo
respirar fundo
e ganhar novo fôlego.

a verde porque é a cor da esperança.
e não só.

acordar para a ausência.

não faz mal abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso

[mário cesariny].

sábado, novembro 25, 2006

perfeição.

Permanece apenas em mim o roçagar dos seus lábios e, ao entreabrir os olhos, o juramento secreto que trazia na pele e que recordaria todos os dias da minha vida.
(...)
Um homem jovem, coroado já de alguns cabelos brancos, caminha pelas ruas de uma Barcelona apanhada sob céus de cinza e um sol de vapor que se derrama sobre a Rambla de Santa Mónica como uma grinalda de cobre líquido.
Leva pela mão um rapaz de uns dez anos, olhar embriagado de mistério perante a promessa que o pai lhe fez ao alvorecer, a promessa do Cemitério dos Livros Esquecidos.
- Julián, não podes contar a ninguém aquilo que vais ver hoje. A ninguém.
- Nem sequer à mamã? - inquire o rapaz a meia voz.
O pai suspira, amparado naquele sorriso triste que o persegue pela vida.
- Claro que sim - responde. - Para ela não temos segredos. A ela podes contar tudo.
Daí a pouco, figuras de vapor, pai e filho confundem-se entre a multidão das Ramblas, os seus passos para sempre perdidos na sombra do vento.
Carlos Ruiz Zafón
"A Sombra do Vento"
é que há livros que nos tocam como se fossem pessoas e estendessem a mão para partilharmos a sua história.

entre-beijos.


ele não sabe
que quando ela inicia o choro
[entre-beijos],
acredita no pesadelo em viva carne,
dorme na insónia do desamor.
rasga o dia em que conseguiu dar um lugar,
a seu lado,
ao voo ascendente de uma narrativa aberta.

quinta-feira, novembro 23, 2006

quarta-feira, novembro 22, 2006

quatro de dezembro.


I wanted to fucking blow my brains out every five minutes and I didn't know how to explain it to any of my friends, because I never got to see them. I was touring. So the moments I would see them, I would try to be happy for them, because I never got to see them. But I didn't reveal what I was going through emotionally.


Cat Power em entrevista realizada por Fred Armisen e Brandon Stosuy, treze de novembro de dois mil e seis.
do outro lado da rua,
do lado em que se vive na sobreposição da vida,
do lado em que se vive na observação dos passos,
reparou que ela saía todos os dias de abandono no olhar
e sombra debaixo do braço.

terça-feira, novembro 21, 2006

the killers, numa manhã cinzenta.

I believe in you and me
I'm coming to find you
If it takes me all night
Wrong until you make it right
And I won't forget you
At least I'll try
And run, and run tonight
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright
...
I'm dreaming 'bout those dreamy eyes.

quinta-feira, novembro 16, 2006

sabedoria messengeira.

você não pode pedir a atenção de alguém com tanta frequência.

[...]

terça-feira, novembro 07, 2006

dá licença?


eu quero uma licença de dormir,

perdão pra descansar horas a fio,

[...]

adélia prado.

segunda-feira, novembro 06, 2006

domingo, novembro 05, 2006

sexta-feira, novembro 03, 2006

lisboa.

(receita para tornar o meu quartinho novo acolhedor)

cinco caixotes recheados de livros e cds. e tralhas. e loiças.

três malas, dois sacos de viagem e duas mochilas com roupa. (!)
sacos e sacos (dos grandes ai) com as mais variadas coisas que eu nem me lembrava que tinha.
e aí estou eu, de armas e bagagens.
inacreditável.

inutilidade, a.k.a. couch potato.


(suspiro)