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quinta-feira, março 29, 2007

inacreditável.


[se me garantirem que partidos como o pnrpropositadamente comletraminúscula ficam em terra, faço a boa viagem de bom grado].

domingo, dezembro 24, 2006

a véspera e o dia.


ao olhar para a intermitência das luzes, lembrou-se que não sabia do interruptor das presenças contínuas.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

ironia muda.

num dia afónico, sente que falou mais do que nos dias de palavras plantadas na língua.

quinta-feira, maio 19, 2005

diálogo(s).



- estás sempre a escrever. por que não escreves um livro?
- porque não saberia escrever-te.
- mas tu não és eu [dirias].
- não, mas transformei-me em ti, a partir do momento em que me apresentei vazia perante o teu rosto, em que me lancei oca nos teus braços livres, em que esperei acreditar numa verdade-verdade, verdade branca.
não, tu não és mais do que um enredo falso, uma estória fantasiosa de final enegrecido pela incerteza.
- não te quero ver chorar. [disseste]
- então, é melhor fechares os olhos. é melhor fechares os olhos, meu amor.

quarta-feira, maio 04, 2005

se fosse um filme.



seria, dizem-me, o Mulholland Drive.
eu já não me considerava muito normal.
agora, identificam-me como sendo uma pessoa de traços lynchianos.


[Mulholland Drive, primeiro estranham-te, depois ninguém pode passar sem ti! Um mistério que vale a pena descobrir]



sexta-feira, abril 22, 2005

ironia.


durmo sobre o amor.