YES!
terça-feira, maio 29, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
domingo, maio 27, 2007
desmedir o corpo em flor.

faço jantar de sins.
sem velas,
mas de madressilva na mão e rosa da china no cabelo.
de coração pendente no fio do corpo,
para me lembrarem quanto tempo me faltou
para acordar
e dizer adeus aos meus sapatos velhos.
[je ne savais pas, mas j'ai un bouquet de chèvrefeuilles.]
há correspondência com:
[and the hours turn into days but still it feels like morning.]
quinta-feira, maio 24, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
once I wanted to be the greatest.*
mas há segundos em que uma torrente de maus ocasos
de maus acasos
te impedem de seres matéria
pó
há dias em que és só o pó que restou do que, noutro dia
[noutro dia em que eras matéria]
pousavas os sonhos na mesa para todos verem
todos verem os teus sonhos.
de maus acasos
te impedem de seres matéria
pó
pó
póhá dias em que és só o pó que restou do que, noutro dia
[noutro dia em que eras matéria]
pousavas os sonhos na mesa para todos verem
todos verem os teus sonhos.
no wind of waterfall could stall me
and then came the rush of the flood
stars of night turned deep to dust
[cat power, the greatest].
há correspondência com:
[I still only travel by foot and by foot it's a slow climb].
terça-feira, maio 08, 2007
...
segunda-feira, maio 07, 2007
terça-feira, maio 01, 2007
eureka.
e quando o tacanho passado não me fala, eu sorrio de evolução.
há correspondência com:
[what a glorious feeling].
sábado, abril 28, 2007
da semiótica e do amor.
ela percebeu que o amor era ainda maior, quando ele lhe tentou explicar as teias do coração através da semiótica e do seu objecto.
há correspondência com:
[me and you and everyone we know.]
sexta-feira, abril 20, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
músicas ondulantes.
you came to take us
all things go, all things go
to recreate us
all things grow, all things grow
we had our mindset
all things know, all things know
you had to find it
all things go, all things go
sabe bem às vezes não pensar em nada e ouvir apenas, como se das notas nascesse a resposta.
terça-feira, abril 17, 2007
domingo, abril 15, 2007
e não sei o que dizer quando me apetece escrever e as palavras não saem de dentro de mim, como se presas por um cordão de aço aos sítios onde vivem, onde moram, onde me mordem e desnorteiam. não sei para onde me virar nem que passos seguir, talvez invente caminhos nas pedras tristes da calçada que me acompanham todos os dias. talvez siga, talvez fique, talvez suba e me perca nas nuvens, ou então arrastarei os pés como uma condenada, e esperarei por fôlego. entre caminhos não sei que seta seguir. perdi o mapa algures na última curva, e agora estou sentada na berma da estrada, pernas cruzadas, olhar fito no horizonte, a mão em pala para proteger os olhos do sol que já surge, o corpo cansado de andar.
o que se faz quando não se sabe o caminho para onde se quer desesperadamente ir?
o que se faz quando não se sabe o caminho para onde se quer desesperadamente ir?
quinta-feira, abril 12, 2007
em abril, águas de março.

trezentos e sessenta e cinco alfabetos reescrevem-se trezentas e sessenta e cinco vezes por trezentos e sessenta e cinco dias.
como se a elis cantasse as águas de março e elas se atrasassem e chovessem em abril. como se o jobim me ditasse que afinal o verão começaria naquele dia, o passarinho voaria na mão, dentro da mão. como se o ditado guardasse a promessa de vida que se enrolava na cama e se aninhava nos lençóis de beijo primaveril.
trezentos e sessenta e cinco sonhos a verde, amarelo e vermelho, sonhados por esta ordem cromática e por mais nenhuma. trezentas e sessenta e cinco mãos vazias de espera guardada na palma, de resposta aguardada na língua - não a minha, a outra.
e foram e são e serão tempestades de areias, fruto da erosão desses alfabetos aguardados há muito mais, tão mais, demasiado mais do que trezentos e sessenta e cinco dias.
trezentos e sessenta e cinco sonhos a verde, amarelo e vermelho, sonhados por esta ordem cromática e por mais nenhuma. trezentas e sessenta e cinco mãos vazias de espera guardada na palma, de resposta aguardada na língua - não a minha, a outra.
e foram e são e serão tempestades de areias, fruto da erosão desses alfabetos aguardados há muito mais, tão mais, demasiado mais do que trezentos e sessenta e cinco dias.
há correspondência com:
[and the hours turn into days but still it feels like morning.]
segunda-feira, abril 02, 2007
eu só queria uma coisa.
quinta-feira, março 29, 2007
pérolas de sabedoria, pérolas.
Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (Jornal das Moças, 1957)
Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto. (Revista Cláudia, 1962)
A desarrumação numa casa de banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1965)
A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959)
Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças, 1957)
A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma mulher que não tenha resistido a experiências pré nupciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara. (Revista Cláudia, 1962)
Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)
O noivado longo é um perigo. (Revista Querida, 1953)
É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (Jornal das Moças, 1957)
E para finalizar, a melhor de todas: O LUGAR DA MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA MASCULINIZA. (Revista Querida, 1955)
com franqueza...
aqui.
Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto. (Revista Cláudia, 1962)
A desarrumação numa casa de banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1965)
A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959)
Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças, 1957)
A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma mulher que não tenha resistido a experiências pré nupciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara. (Revista Cláudia, 1962)
Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)
O noivado longo é um perigo. (Revista Querida, 1953)
É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (Jornal das Moças, 1957)
E para finalizar, a melhor de todas: O LUGAR DA MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA MASCULINIZA. (Revista Querida, 1955)
com franqueza...
aqui.
inacreditável.
[se me garantirem que partidos como o pnrpropositadamente comletraminúscula ficam em terra, faço a boa viagem de bom grado].
há correspondência com:
[could you repeat yourself,
please]?
segunda-feira, março 26, 2007
os domingos também embalam.
flowers for you yet again
and the tear stained cheeks never end
we only seem to respond in kind
an eye for an eye only leaves us blind
and the tear stained cheeks never end
we only seem to respond in kind
an eye for an eye only leaves us blind
[matt elliott, what's wrong].
foram as flores domingueiras,
a saída de emergência sobre a voz de Babel.
foi o rosto semelhante sussurrado aos ouvidos alheios,
a viagem de ida sem volta,
ida sem porta,
a viagem de volta à ida.
foi o rosto semelhante sussurrado aos ouvidos alheios,
a viagem de ida sem volta,
ida sem porta,
a viagem de volta à ida.
há correspondência com:
[what a glorious feeling].
quinta-feira, março 22, 2007
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