sexta-feira, janeiro 25, 2008

dos sons [des]esperados.

























we'll always have music.



terça-feira, janeiro 22, 2008

e eram cerejas frescas que tinhas na boca enquanto dizias o que mais queria ouvir. eram morangos, era chocolate negro, a doçura líquida de algo quebrado que se une, por efeito daquela estranha magia que faz com que o que está mal se torne bom. correcto. eram as palavras que eu nem sabia que queria e esperava, as palavras que mais tarde me deixaram exausta e plena. não sei como cada letra rolou na tua boca que segundos mais tarde se colou a mim. sei que foi bom. sei que é essa a razão.



para tudo. 

segunda-feira, janeiro 21, 2008

beija-me.







soon the morning will arrive
can i begin another day
 
whilst this old day is still alive

...refusing to be put away.



5:55
charlotte gainsbourg

terça-feira, janeiro 15, 2008

coisas que se pensam.*



little miss wondering if.

*em jeronimez, mais uma vez.

quem conta um poema, acrescenta um verso.


*poema de Salette Tavares.







no precipício da palavra,
cinco aranhiças oferecem a teia,
para que qualquer verso
de qualquer aracnídeo
possa [de]construir
o poema.


domingo, janeiro 13, 2008

coisas que se esperam.*



little miss waiting for.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

cem anos e quarenta minutos depois.


y a des cailloux sur toutes les routes, sur toutes les routes y a du chagrin*,


cantava o rádio dela.


[beauvoir, o sangue dos outros].

segunda-feira, janeiro 07, 2008

entrapment.

domingo, dezembro 30, 2007

new year.



honestamente: alguém devia dizer-te que te amo.


sexta-feira, dezembro 28, 2007

não há morte ou paixão que esta cidade não conheça - mas o corpo não se lembra de tudo.*


e percebi que na palavra fim não cabem todas as feridas.


[al berto, os ossos encheram-se de lodo].

quinta-feira, dezembro 27, 2007

parabéns, amora madura.



ó minha amora madura,
diz-me quem te amadurou
foi o sol, foi a geada
o calor que ela apanhou*











[josé afonso/popular].
*imagem de maggie taylor.

terça-feira, dezembro 25, 2007

às vezes a ausência de palavras marca mais do que um tiro certeiro no coração.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

no sapatinho, por favor!




os dois. não se separam coisas tão bonitas.

(suspiro)

quarta-feira, dezembro 19, 2007

black tongue.


como se num grito não coubesse a voz.

rocking around christmas.


segunda-feira, dezembro 17, 2007

faz tempo.


já não escrevo há uns tempos. deixei acumular dentro de mim tanta tanta coisa. os risos e sorrisos, as lágrimas e inseguranças, o medo. sim, tenho medo. entrego-me de corpo e alma a alguém que me troca as voltas, por vezes, mas que me intoxica e me preenche como nunca. tenho medo de o perder. perder, perdi um trabalho. dei tanto de mim nestes quatro meses que me esgotei para muita gente. perdi um trabalho na sexta e hoje ofereceram-me outro. não sei ainda se aceito. preciso de saber quem sou, preciso de uma vida em que consiga ter tempo para os meus amigos, para aquilo que verdadeiramente importa. vá, não me critiquem a frase lamechas, o cliché intemporal repetitivo. é verdade. o amor, os amigos (os novos e os velhos, os de agora e os de sempre, todos os que são verdadeiros), a família. não nos tiram o tapete debaixo dos pés. não nos deixam na chuva fria natalícia sem nada para agarrar. por isso desculpem-me. aqueles que me viram mais distante, aqueles que sofreram comigo a cancelar encontros.



gosto de vocês.

terça-feira, dezembro 04, 2007

gone with the wind.


eu também queria encontrar aqui ainda a terra, mas em vez disso, encontrei lábios feridos pela prosa farpada.

quinta-feira, novembro 22, 2007

lá do fundo.

Crosses all over, heavy on your shoulders

quarta-feira, novembro 21, 2007

der himmel über berlin.


não desisto enquanto não encontrar potsdamer platz.*

*in as asas do desejo, wim wenders.

segunda-feira, novembro 12, 2007

history books forgot about us*


e o que elas me disseram eu guardo e semeio na epiderme da derme, e o que semeei cresce nos olhos, mas o que cresce nos olhos eu não consigo ver. eu não consigo ver, porque ouço mais do vejo e ouvi-a, ouvi-a a torcer o coração dela a um chão de distância, a sussurros vizinhos de músicas sem refrão. e eu não vi, porque ouvia o chocolate a azedar na boca de sonhos dela, no dia em que ela já não pôde gritar mãe! no dia em que ela quis desnascer, ir-se embora, sem ter de se ir embora. e eu não vi porque estava a ouvi-lo a estalar osso por osso, memória por memória, e o corpo dele a cair por terra, o ar a não encontrar a boca, a boca a não encontrar o alfabeto e o silêncio. a dor e o silêncio e a verdade ali estendida, à minha espera, à espera do meu grito e da minha pele a rasgar-se por ele. e eu não sabia mas estava cosida ao segredo e ao que os lábios encerram. elas não sabem, elas não sabem. elas despiam as castanhas e não sabiam, mas eu escrevi todas as ruas nessa noite. queimei os olhos e lambi as árvores à procura do sabor do bocejo de quem consegue dormir, despejei os sonhos no jardim de novembro e rompi as roupas de quem nunca gritou mãe!.

*[regina spektor, samson].

coisa mai linda!


obrigada a ti.
:)

segunda-feira, novembro 05, 2007

não sei o que fazer quando a vida me sobra pelos poros da pele e eu não tenho mãos para a agarrar. deixo-a escapar à medida que me esvazio de energia. às vezes o que se quer mata tudo o resto.

segunda-feira, outubro 29, 2007

françois et lilie.


peut-on faire la révolution pour l'amour, malgré la révolution?

[mastiga e engole o amor a preto e branco de beijos ruminantes. mastiga e cospe o amor, preto no branco.

ouve o que te diz a revelação e digere a revolução do coração,

em vão]

sábado, outubro 27, 2007

I'm only here for this moment...


(mark ryden)

terça-feira, outubro 16, 2007

um pé na terra de abril.


e o outro que tem voado na terra dos doze mais doze.

domingo, outubro 14, 2007

foi quando te deste. sim, acho que foi aí que te perdi. porque deixaste de ser teu e quiseste procurar-te noutra pessoa nova que te visse com outros olhos que te podiam inventar. deixa-te estar, a cabeça no meu colo, o cigarro a queimar-te a ponta dos dedos. amanhã não sei mais nada.

hoje apanhámos os semáforos todos vermelhos, como se o tempo nos quisesse parar.

terça-feira, outubro 09, 2007

quinta-feira, outubro 04, 2007

plante un coeur en Afrique.


quarta-feira, setembro 19, 2007

fast as you can.


sim, talvez queira tocar o piano dela, rápida e excessivamente, como quem entra pelos olhos e encontra a memória e lhe diz olá e anuncia a permanência. talvez queira correr até chegar a lado nenhum, talvez queira ser a marta arredonda a saia, marta que não escreve na tecla branca, na tecla preta como se fosse um piano, que quer soar a alice no país dos amores-perfeitos, mas não soa a mais do que o cinderela depois da meia-noite. alice no país dos amores-perfeitos, sim era isso mesmo, mas a perfeição não cresce, esmorece, descai e fica prostrada, à espera de letras novas que a reanimem, mas não há boca-a-boca que levante letra nascida morta, quanto mais uma respiração que apresse texto escrito sob dias e tardes e noites e madrugadas de malas por fazer, de poiso para escolher, como se a minha casa já não existisse. a minha casa existe e é o quarenta e nove, é a primeira casa amarela, é mil oitocentos e noventa, é o vitorino nemésio, é a morte, mas também a vida, é o tal jardim de flores de agosto, é o al berto lido sobre o telhado de vidro. é mais do que isso, é o tio lucena que desenho sozinha, é o avô césar no quintal, a construir para desculpar os dias desconstruídos, é a avó cândida a baloiçar na cadeira, a balançar cantigas e fadigas, ais e mais, é a minha mãe a contar-me a revolução, quem tinha medo comprava uma canção, o meu pai a bater-me à porta, nunca viu ele esta rua tão torta, e os risos conjuntos, quase em consonância, em redor da lembrança de sonhos de infância, de dança a três, era uma vez que pim pam pum, cada um não largou nenhum.

quinta-feira, setembro 13, 2007

go figure!


Well the sun's gonna rise in a mile

In a mile
You'll be feeling fine
In a mile you will see
After me
You'll be out of the dark, yeah
You'll get your shot


Citizen Cope Sun's Gonna Rise

poesia quase anónima.


no mercado negro, em 3 linhas gritam-se 3 versos, até dia 7 de outubro.
[selecção dos poemas]
mercado negro
[design e ilustrações]
menina limão

sexta-feira, agosto 31, 2007

nos entretantos.



as palavras do jardim de agosto saíram à rua - acompanhadas por flores cúmplices -
e alojaram-se no número 365, de um qualquer recanto perto do mundo.

três mil kilómetros depois.


de partida ao peito e casas nos pés,
rumo aos amanhãs amanhecidos na tua boca.

I don’t think I’ll come down anytime soon*.
*[of montreal, keep sending me black fireworks].

quarta-feira, agosto 29, 2007

por nada, apenas apeteceu-me.


são tuas as palavras em botão que escorrem ternura.

sabias que da porta de minha casa à tua cama
vão 5766 metros de desejo?

demasiados.
desmesurados.

mas de repente não são nada.


quarta-feira, agosto 15, 2007

e porque fui desafiada...

... aqui vão as sete maravilhas da minha vida. e sim, vou deixar coisas de parte, porque nem tudo cabe num post ou no número sete, mas vou tentar...

1
a minha família.
honestamente que não sei como me aturam.


(acho que são santos)

2
a minha mãe, que é a minha heroína, a mulher mais forte que conheço, linda e doce e meiga e inteligente... cheira a segurança e amor sem reservas.

3
amigos e amores!!
e particularmente a minha amora, companheira de tudo, blog, vida, amores e desamores, amizades, faculdade, vida trabalhadora... o meu rochedo e a minha bússola.

4
livros. muuuuuitos livros. livros gordos, cheios de páginas e letras e pontos, vírgulas e... histórias.

5
viagens, mesmo as poucas que faço já me deixam um gosto saboroso na boca.

6
dormir. desculpem lá, mas esta tinha que ir. o sono é fundamental. e acordar cedo e ficar no quentinho a ler horas e horas? deixar o mundo do lado de fora.

7
o meu sítio favorito: a praia. não uma qualquer (a Costa Nova e a Barra que me viram crescer, a praia da Sereia, as Avencas, as Bicas... oh, tantas...). há lá sítio mais pacífico, onde céu e mar se unem... lindo. recarrega baterias.

então é suposto deixar isto a sete bloggers... aisling, só me dás trabalho! ora vamos lá ver:

braga
boo
amora (claro.)
pedro (não sei se vais fazer isto, tenho dúvidas, mas...... não resisto)
atum (porque o atum é um blogger também!!!)
ana beatriz
sílvia (que já não tem blog, mas teve, e terá de novo, quer-me parecer!)

domingo, agosto 12, 2007

quinta-feira, agosto 02, 2007

sexta-feira, julho 27, 2007

train.



(jordi burch)

But I'm flying so high

high off the ground

when you're around

And I can feel your high

rocking me inside

it's too much to hide

(jem)

segunda-feira, julho 23, 2007

matta.



















delineia com a ponta do dedo as pedras da calçada
o alcatrão sujo, as beatas que decoram o passeio
desenha as folhas que lhe tocam, as flores que esmaga sob os pés
o fio de água que vem do degrau cinzento da casa vizinha
os olhos seguem as luzes dos carros, cheias de um rumo que não sabe ter partida-percurso-chegada que desconhece
por girar na contraluz dos candeeiros de rua
traça com a unha sulcos profundos que depois perde e não consegue seguir

rascunhos de si, incompletos, refeitos três vezes à sombra do que lhe escapa.

domingo, julho 22, 2007

sexta-feira, julho 20, 2007

dias decrescentes.


oh darling, there's a place for us

can we go, before I turn to dust?*

[joanna newsom, monkey and bear].
*fotos de Mário Pires.

era como tropeçar-te nos beijos

das bocas de estio
e

demorar a queda

para suspender as pétalas.

era como dizer-me

a um ouvido de palavras interrompidas

que,

minutos antes de a maré encher,

brotariam instantes na tua voz.

in the mood for.



como se aquele taxímetro disparasse no tempo das paragens emudecidas.


segunda-feira, julho 16, 2007

desejos.

(sannah kvist - obrigada pelo blog que me fez descobri-la, prima)


a porta range quando a chave entra. o tapete gasto de muitos passos recebe a carteira que pesa no ombro. as janelas amplas deixam entrar os últimos raios de luz do dia, no caminho para a sala repleta de livros, recortes, fotografias, partes de mim. o quarto é calmo e claro, a cama grande e convidativa. as paredes da casa têm mais que uma cor, o sofá um canto rasgado, as almofadas fios soltos. os livros nas estantes têm os cantos dobrados, algumas das fotografias estão coladas com fita-cola apenas, com os cantos enrugados, de anos de memórias que carregam. a casa de banho é quente, colorida, também com uma janela, sim, janelas são essenciais, dão fôlego à imaginação. a cozinha é grande. o frigorífico tem as coisas favoritas, recados na porta. a cozinha tem as paredes decoradas de ladrilhos verdes. a madeira é escura, é escura em toda a casa, a cor é dada pelas mantas, almofadas, roupa espalhada, candeeiros e post-its com recados. alguém me espera. alguém. o riso é a banda sonora e os vizinhos batem à porta quando ele surge demasiado tarde na noite. os filmes são vistos em companhia, num silêncio que aconchega o final do dia.

quero uma casa assim, um dia.

(mas estou bem onde estou!)

domingo, julho 15, 2007

doçura que se cola à pele.

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand

You were for me that night
Everything I always dreamt of in life
But now you're gone
You are far gone
All the way to your island of rain

It was for you just a one night thing
But you were much more to me
Just so you know

I hear rumors about you
About all the bad things you do
But when we were together alone
You didn't seem like a player at all

I don't care what they say
I know what you meant for me that day
I just wanted another try
I just wanted another night
Even if it doesn't seem quite right
You meant for me much more
Than anyone I've met before

One single night with you little Jesse
Is worth a thousand with anybody

I have no bitterness, my sweet
I'll never forget this one night thing
Even tomorrow, another arms
My heart will stay yours until I die

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my blues
Let me sing you a waltz
About this lovely one night stand

(vídeo no post abaixo)

quarta-feira, julho 04, 2007

quarta-feira, junho 27, 2007

desarrefecer a alma.


(quando eu andei a passear pelo algarve e tirei tanta fotografia olha-tão-bonito-o-mar-e-o-céu-e-falésias que já não sei que praia é esta)


segunda-feira, junho 25, 2007

red light night.


ter saudades de fazer figuras à sombra da luz.

quem...


... me oferece uma lomo?



(e vai grande para não fingirem que não viram!)

debaixo de ti o sol.



os passos em volta surgem em silêncio quando ela se volta do mundo em que adormeceu, os braços percorrem os lençóis ensonados quando o vazio aquece. ela tem sempre medo colado à pele, tatuado no sangue. receia o lugar que assusta quando a rede se vai embora, o e depois? surge gigante na ombreira delineada a contraluz, quando se apaga o mundo lá fora em centelhas de sombra.

ela sabe que as certezas apontam para o fugaz.
que contos de fadas não têm tradução.
que aposta sem ter como tapar o que será descoberto.

mas atira-se na mesma.

sexta-feira, junho 22, 2007

ah!

e é mesmo verdade que quando uma porta se fecha, abre-se algures uma janela.

catano.

honestamente que não tenho palavras para descrever...

... o quanto preciso de praia.
... o quão farta ando de pessoas intransigentes, mal-humoradas, prontas a atribuir culpas e a desdenhar os outros.
... o quanto adoro praia.
... o medo e arrependimento misturado com culpa que forma um nó na garganta que desce ao estômago e é um "e se" constante.
... o belíssimo antidepressivo que a praia é.
... a doçura que reside bem no fundo, só para mim.

... praia. praia. praia.

going nuts.

(como se pode provavelmente ver pela incoerência do post. mea culpa. estou pelos cabelos.)

terça-feira, junho 19, 2007

dez anos de ausências lidas em sussurro.


regressa do túmulo dos mares do sul
enterra os dedos na penumbra que separa o dia
da noite das cidades [...]

al berto,
a revisitar numa casa construída sobre palavras.

quarta-feira, junho 13, 2007

re.fuga.do.

há sempre o cinquenta e três e o botão branco,
a água da lavagem a entrar na esplanada e no balcão,
o trezentos e sessenta e cinco,
e as madressilvas.

segunda-feira, junho 11, 2007

crónica de um arrependimento anunciado.

é que me dóis, sabes. sinto-te no fim de uma linha, na ponta de um fio, e dói. dóis-me, sim, é isso o que se deve dizer quando me escapas das mãos, fugaz como uma gota de água. tanto que não sei, que não perguntei, que não me contaste. não sei por que és quem és, quem te fez. não sei o que te fez feliz. corta-me a pele ver-te reduzida a um espectro do que eras. aço percorre as veias, frio como o mais frio gelo, líquido e ondulante, quando te encontro o olhar encolhido. humilhado. vencido.


não pode, não pode.



dóis-me demasiado para te deixar ir embora.


ela.

e ela não me respondeu,

por ter farpas na boca

e flores mortas na voz.

e eu disse-lhe.

you'll never see the courage I know.*

[fiona apple, never is a promise].

sexta-feira, junho 08, 2007

yeah x3.

well, I've been dragged all over the place
I've taken hits time just don't erase
and baby I can see you've been fucked with too
but that don't mean your loving days are through
cause people will say all kinds of things
that don't mean a damn to me
cause all I see is what's in front of me
and that's you

well I may be just a fool
but I know you´re just as cool
and cool kids they belong together



terça-feira, junho 05, 2007

desenhas sorrisos como se o toque pintasse a cores na pele
gravas as tuas marcas dia e dia e dia
contagens feitas de horas meigas
em que o mundo se resguarda atrás das cortinas
e eu que tinha amarrado o coração
vi-me desdobrada de tudo aquilo que queria esconder.
gosto, com gosto.
.

eu quero:


no entanto, quando estive desempregada só queria trabalho.
agora, empregada, só quero praia.
eu nunca estou satisfeita.


ora abóbora.

segunda-feira, junho 04, 2007

(continuação)


vulnerável é deixar-me sentir.
vulnerável é apostar sem rede e ter medo, medo, medo.
vulnerável é adormecer com um sorriso.
vulnerável é desamarrar as reservas e deixá-las ir com o vento.
vulnerável é gostar. assim, só. com gosto.
e ter medo de cair, mas querer subir na mesma.
porque é bom.
because it freaks me out...

...


vulnerável é também arrepender-me das discussões que nos roubaram tempo. é sentir que afinal mal te conheço. é ver-te a ficar pequenina e chorar por dentro. e por fora. é sentir uma dor constante e um alarme de cada vez que pergunto por ti. podias ficar mais um pouco. se eu soubesse que me ia sentir assim...

...

and you can use my skin
to bury secrets in...

domingo, junho 03, 2007

andorinha.

para o teu regresso,
todos os dias serão primaveras.

sábado, junho 02, 2007

vulnerável.

and you can use my skin
to bury secrets in

terça-feira, maio 29, 2007

segunda-feira, maio 28, 2007

fazer figas

domingo, maio 27, 2007

desmedir o corpo em flor.


to miss R.



faço jantar de sins.


sem velas,


mas de madressilva na mão e rosa da china no cabelo.


de coração pendente no fio do corpo,


para me lembrarem quanto tempo me faltou


para acordar


e dizer adeus aos meus sapatos velhos.



[je ne savais pas, mas j'ai un bouquet de chèvrefeuilles.]

quinta-feira, maio 24, 2007

...



need to stop drifting
...

terça-feira, maio 22, 2007

once I wanted to be the greatest.*

mas há segundos em que uma torrente de maus ocasos
de maus acasos
te impedem de seres matéria


há dias em que és só o pó que restou do que, noutro dia
[noutro dia em que eras matéria]
pousavas os sonhos na mesa para todos verem
todos verem os teus sonhos.


no wind of waterfall could stall me
and then came the rush of the flood
stars of night turned deep to dust
[cat power, the greatest].

terça-feira, maio 08, 2007

...


em dias de sol onde se diz adeus balança-se a vida num salto para o desconhecido
sem se saber da rede de segurança
sem rumo mas com o destino gravado em cada passo que se tenta dar
tacteia-se o caminho, o apoio nas paredes, os pés hesitantes
mas certos também de um futuro que se quer
presente.

segunda-feira, maio 07, 2007

save the last dynamite dance.


terça-feira, maio 01, 2007

eureka.

e quando o tacanho passado não me fala, eu sorrio de evolução.