sexta-feira, fevereiro 15, 2008

duas visões do amor.

inovar




e o tradicional




(porque o dia de ontem me trocou as voltas...)

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

ontem perguntaram-me quando é que eu ia ter filhos.


...


embora até goste muito da pessoa que me perguntou isto, devo dizer que só me ocorreu pensar


"mas a filha sou eu".

gone baby gone.


sejamos francos: eu não percebo nada de cinema.


dito isto... eu gosto de filmes porque sim. porque choro ou porque rio, porque me lembram alguém, alguma coisa, porque me lembram de mim ou porque não me recordam nada, um nada vazio que me deixa viver noutra pele.


neste caso, gostei porque me agarrei.



às vezes
o dia
não cabe
nas
paredes


(e não, não tem nada a ver com o são valentim. livrem-se.)

terça-feira, fevereiro 12, 2008

february made me shiver*



[No dia 9 de Fevereiro de 2008, a Polaroid Corporation anunciou o fim da produção da fotografia instantânea. A empresa norte-americana parou a produção de máquinas fotográficas instantâneas há cerca de um ano devido à forte concorrência da fotografia digital].



+don mcLean, american pie.
fotografia aqui.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

cenas da rua alheia.

(postsecrets)


"posso honestamente apontar o dedo ao momento certeiro porque passava as tuas camisas a ferro. não sei ainda por que não o fazias tu se tinhas algo a esconder mas ó alberta faz-me lá esse favor e eu sim claro pois não a borrifar a camisa e a reparar, a reparar nas manchas de baton que não tinham saído, a reparar, um dia destes ainda escrevo para a empresa do tal detergente que afinal não é nada como eles dizem e me destruiu a vida. porque percebes, assim que elas deixaram de sair com as lavagens eu não podia mais fingir que não as via. e foi assim que deixei de fazer duas torradas de manhã para passar a fazer só uma, foi assim que passei a dormir apenas no meu lado da cama – é que o teu queimava com a falta que me fazias. e tinhas que ser tão banal, tão normal, engravatado a ter uma por fora, a minha mãe bem que me avisou ele tem olhos vadios. 

só que eu pensava que eles vadiavam para mim. e agora a maria do café olha-me com olhos de pena alheia.

eu pensava que eras só para mim." 

sábado, fevereiro 02, 2008

ó entrudo.



eu quero ir para o monte
eu quero ir para o monte
onde não veja ninguém
que no monte é qu'eu estou bem.




[zeca afonso/popular: beira-baixa, entrudo, ].
*fotografia de luís filipe catarino.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

little miss storyteller.


a melhor contadora de estórias de sempre é a princeZa.

colbie caillat.


é que a banda sonora de hoje tem-me a pensar na praia. saudades de tudo. 

particularmente de não ter frio.

terça-feira, janeiro 29, 2008

vinte e um do quatro de dois mil e oito.



I will never be free

if I'm not free now.*


*[cave, and no more shall we part].


segunda-feira, janeiro 28, 2008

I'll read you a story.*


os poemas nascem debaixo das ondas,

antes da espuma da rebentação.

quando rebentam,
junto das árvores caducas,

desfazem-se as palavras,
em monossílabos que não dizem mar.

é aí que morrem os dias.
*[colleen].
fotografia de jannie regnerus.

come out come out, wherever you are!


sexta-feira, janeiro 25, 2008

das mortes que não se esperam.



das imagens [des]esperadas.










we'll always have movies.

dos sons [des]esperados.

























we'll always have music.



terça-feira, janeiro 22, 2008

e eram cerejas frescas que tinhas na boca enquanto dizias o que mais queria ouvir. eram morangos, era chocolate negro, a doçura líquida de algo quebrado que se une, por efeito daquela estranha magia que faz com que o que está mal se torne bom. correcto. eram as palavras que eu nem sabia que queria e esperava, as palavras que mais tarde me deixaram exausta e plena. não sei como cada letra rolou na tua boca que segundos mais tarde se colou a mim. sei que foi bom. sei que é essa a razão.



para tudo. 

segunda-feira, janeiro 21, 2008

beija-me.







soon the morning will arrive
can i begin another day
 
whilst this old day is still alive

...refusing to be put away.



5:55
charlotte gainsbourg

terça-feira, janeiro 15, 2008

coisas que se pensam.*



little miss wondering if.

*em jeronimez, mais uma vez.

quem conta um poema, acrescenta um verso.


*poema de Salette Tavares.







no precipício da palavra,
cinco aranhiças oferecem a teia,
para que qualquer verso
de qualquer aracnídeo
possa [de]construir
o poema.


domingo, janeiro 13, 2008

coisas que se esperam.*



little miss waiting for.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

cem anos e quarenta minutos depois.


y a des cailloux sur toutes les routes, sur toutes les routes y a du chagrin*,


cantava o rádio dela.


[beauvoir, o sangue dos outros].

segunda-feira, janeiro 07, 2008

entrapment.

domingo, dezembro 30, 2007

new year.



honestamente: alguém devia dizer-te que te amo.


sexta-feira, dezembro 28, 2007

não há morte ou paixão que esta cidade não conheça - mas o corpo não se lembra de tudo.*


e percebi que na palavra fim não cabem todas as feridas.


[al berto, os ossos encheram-se de lodo].

quinta-feira, dezembro 27, 2007

parabéns, amora madura.



ó minha amora madura,
diz-me quem te amadurou
foi o sol, foi a geada
o calor que ela apanhou*











[josé afonso/popular].
*imagem de maggie taylor.

terça-feira, dezembro 25, 2007

às vezes a ausência de palavras marca mais do que um tiro certeiro no coração.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

no sapatinho, por favor!




os dois. não se separam coisas tão bonitas.

(suspiro)

quarta-feira, dezembro 19, 2007

black tongue.


como se num grito não coubesse a voz.

rocking around christmas.


segunda-feira, dezembro 17, 2007

faz tempo.


já não escrevo há uns tempos. deixei acumular dentro de mim tanta tanta coisa. os risos e sorrisos, as lágrimas e inseguranças, o medo. sim, tenho medo. entrego-me de corpo e alma a alguém que me troca as voltas, por vezes, mas que me intoxica e me preenche como nunca. tenho medo de o perder. perder, perdi um trabalho. dei tanto de mim nestes quatro meses que me esgotei para muita gente. perdi um trabalho na sexta e hoje ofereceram-me outro. não sei ainda se aceito. preciso de saber quem sou, preciso de uma vida em que consiga ter tempo para os meus amigos, para aquilo que verdadeiramente importa. vá, não me critiquem a frase lamechas, o cliché intemporal repetitivo. é verdade. o amor, os amigos (os novos e os velhos, os de agora e os de sempre, todos os que são verdadeiros), a família. não nos tiram o tapete debaixo dos pés. não nos deixam na chuva fria natalícia sem nada para agarrar. por isso desculpem-me. aqueles que me viram mais distante, aqueles que sofreram comigo a cancelar encontros.



gosto de vocês.

terça-feira, dezembro 04, 2007

gone with the wind.


eu também queria encontrar aqui ainda a terra, mas em vez disso, encontrei lábios feridos pela prosa farpada.

quinta-feira, novembro 22, 2007

lá do fundo.

Crosses all over, heavy on your shoulders

quarta-feira, novembro 21, 2007

der himmel über berlin.


não desisto enquanto não encontrar potsdamer platz.*

*in as asas do desejo, wim wenders.

segunda-feira, novembro 12, 2007

history books forgot about us*


e o que elas me disseram eu guardo e semeio na epiderme da derme, e o que semeei cresce nos olhos, mas o que cresce nos olhos eu não consigo ver. eu não consigo ver, porque ouço mais do vejo e ouvi-a, ouvi-a a torcer o coração dela a um chão de distância, a sussurros vizinhos de músicas sem refrão. e eu não vi, porque ouvia o chocolate a azedar na boca de sonhos dela, no dia em que ela já não pôde gritar mãe! no dia em que ela quis desnascer, ir-se embora, sem ter de se ir embora. e eu não vi porque estava a ouvi-lo a estalar osso por osso, memória por memória, e o corpo dele a cair por terra, o ar a não encontrar a boca, a boca a não encontrar o alfabeto e o silêncio. a dor e o silêncio e a verdade ali estendida, à minha espera, à espera do meu grito e da minha pele a rasgar-se por ele. e eu não sabia mas estava cosida ao segredo e ao que os lábios encerram. elas não sabem, elas não sabem. elas despiam as castanhas e não sabiam, mas eu escrevi todas as ruas nessa noite. queimei os olhos e lambi as árvores à procura do sabor do bocejo de quem consegue dormir, despejei os sonhos no jardim de novembro e rompi as roupas de quem nunca gritou mãe!.

*[regina spektor, samson].

coisa mai linda!


obrigada a ti.
:)

segunda-feira, novembro 05, 2007

não sei o que fazer quando a vida me sobra pelos poros da pele e eu não tenho mãos para a agarrar. deixo-a escapar à medida que me esvazio de energia. às vezes o que se quer mata tudo o resto.

segunda-feira, outubro 29, 2007

françois et lilie.


peut-on faire la révolution pour l'amour, malgré la révolution?

[mastiga e engole o amor a preto e branco de beijos ruminantes. mastiga e cospe o amor, preto no branco.

ouve o que te diz a revelação e digere a revolução do coração,

em vão]

sábado, outubro 27, 2007

I'm only here for this moment...


(mark ryden)

terça-feira, outubro 16, 2007

um pé na terra de abril.


e o outro que tem voado na terra dos doze mais doze.

domingo, outubro 14, 2007

foi quando te deste. sim, acho que foi aí que te perdi. porque deixaste de ser teu e quiseste procurar-te noutra pessoa nova que te visse com outros olhos que te podiam inventar. deixa-te estar, a cabeça no meu colo, o cigarro a queimar-te a ponta dos dedos. amanhã não sei mais nada.

hoje apanhámos os semáforos todos vermelhos, como se o tempo nos quisesse parar.

terça-feira, outubro 09, 2007

quinta-feira, outubro 04, 2007

plante un coeur en Afrique.


quarta-feira, setembro 19, 2007

fast as you can.


sim, talvez queira tocar o piano dela, rápida e excessivamente, como quem entra pelos olhos e encontra a memória e lhe diz olá e anuncia a permanência. talvez queira correr até chegar a lado nenhum, talvez queira ser a marta arredonda a saia, marta que não escreve na tecla branca, na tecla preta como se fosse um piano, que quer soar a alice no país dos amores-perfeitos, mas não soa a mais do que o cinderela depois da meia-noite. alice no país dos amores-perfeitos, sim era isso mesmo, mas a perfeição não cresce, esmorece, descai e fica prostrada, à espera de letras novas que a reanimem, mas não há boca-a-boca que levante letra nascida morta, quanto mais uma respiração que apresse texto escrito sob dias e tardes e noites e madrugadas de malas por fazer, de poiso para escolher, como se a minha casa já não existisse. a minha casa existe e é o quarenta e nove, é a primeira casa amarela, é mil oitocentos e noventa, é o vitorino nemésio, é a morte, mas também a vida, é o tal jardim de flores de agosto, é o al berto lido sobre o telhado de vidro. é mais do que isso, é o tio lucena que desenho sozinha, é o avô césar no quintal, a construir para desculpar os dias desconstruídos, é a avó cândida a baloiçar na cadeira, a balançar cantigas e fadigas, ais e mais, é a minha mãe a contar-me a revolução, quem tinha medo comprava uma canção, o meu pai a bater-me à porta, nunca viu ele esta rua tão torta, e os risos conjuntos, quase em consonância, em redor da lembrança de sonhos de infância, de dança a três, era uma vez que pim pam pum, cada um não largou nenhum.

quinta-feira, setembro 13, 2007

go figure!


Well the sun's gonna rise in a mile

In a mile
You'll be feeling fine
In a mile you will see
After me
You'll be out of the dark, yeah
You'll get your shot


Citizen Cope Sun's Gonna Rise

poesia quase anónima.


no mercado negro, em 3 linhas gritam-se 3 versos, até dia 7 de outubro.
[selecção dos poemas]
mercado negro
[design e ilustrações]
menina limão

sexta-feira, agosto 31, 2007

nos entretantos.



as palavras do jardim de agosto saíram à rua - acompanhadas por flores cúmplices -
e alojaram-se no número 365, de um qualquer recanto perto do mundo.

três mil kilómetros depois.


de partida ao peito e casas nos pés,
rumo aos amanhãs amanhecidos na tua boca.

I don’t think I’ll come down anytime soon*.
*[of montreal, keep sending me black fireworks].

quarta-feira, agosto 29, 2007

por nada, apenas apeteceu-me.


são tuas as palavras em botão que escorrem ternura.

sabias que da porta de minha casa à tua cama
vão 5766 metros de desejo?

demasiados.
desmesurados.

mas de repente não são nada.


quarta-feira, agosto 15, 2007

e porque fui desafiada...

... aqui vão as sete maravilhas da minha vida. e sim, vou deixar coisas de parte, porque nem tudo cabe num post ou no número sete, mas vou tentar...

1
a minha família.
honestamente que não sei como me aturam.


(acho que são santos)

2
a minha mãe, que é a minha heroína, a mulher mais forte que conheço, linda e doce e meiga e inteligente... cheira a segurança e amor sem reservas.

3
amigos e amores!!
e particularmente a minha amora, companheira de tudo, blog, vida, amores e desamores, amizades, faculdade, vida trabalhadora... o meu rochedo e a minha bússola.

4
livros. muuuuuitos livros. livros gordos, cheios de páginas e letras e pontos, vírgulas e... histórias.

5
viagens, mesmo as poucas que faço já me deixam um gosto saboroso na boca.

6
dormir. desculpem lá, mas esta tinha que ir. o sono é fundamental. e acordar cedo e ficar no quentinho a ler horas e horas? deixar o mundo do lado de fora.

7
o meu sítio favorito: a praia. não uma qualquer (a Costa Nova e a Barra que me viram crescer, a praia da Sereia, as Avencas, as Bicas... oh, tantas...). há lá sítio mais pacífico, onde céu e mar se unem... lindo. recarrega baterias.

então é suposto deixar isto a sete bloggers... aisling, só me dás trabalho! ora vamos lá ver:

braga
boo
amora (claro.)
pedro (não sei se vais fazer isto, tenho dúvidas, mas...... não resisto)
atum (porque o atum é um blogger também!!!)
ana beatriz
sílvia (que já não tem blog, mas teve, e terá de novo, quer-me parecer!)

domingo, agosto 12, 2007

quinta-feira, agosto 02, 2007