Crosses all over, heavy on your shoulders
quinta-feira, novembro 22, 2007
quarta-feira, novembro 21, 2007
der himmel über berlin.
há correspondência com:
[I still only travel by foot and by foot it's a slow climb].
segunda-feira, novembro 12, 2007
history books forgot about us*
e o que elas me disseram eu guardo e semeio na epiderme da derme, e o que semeei cresce nos olhos, mas o que cresce nos olhos eu não consigo ver. eu não consigo ver, porque ouço mais do vejo e ouvi-a, ouvi-a a torcer o coração dela a um chão de distância, a sussurros vizinhos de músicas sem refrão. e eu não vi, porque ouvia o chocolate a azedar na boca de sonhos dela, no dia em que ela já não pôde gritar mãe! no dia em que ela quis desnascer, ir-se embora, sem ter de se ir embora. e eu não vi porque estava a ouvi-lo a estalar osso por osso, memória por memória, e o corpo dele a cair por terra, o ar a não encontrar a boca, a boca a não encontrar o alfabeto e o silêncio. a dor e o silêncio e a verdade ali estendida, à minha espera, à espera do meu grito e da minha pele a rasgar-se por ele. e eu não sabia mas estava cosida ao segredo e ao que os lábios encerram. elas não sabem, elas não sabem. elas despiam as castanhas e não sabiam, mas eu escrevi todas as ruas nessa noite. queimei os olhos e lambi as árvores à procura do sabor do bocejo de quem consegue dormir, despejei os sonhos no jardim de novembro e rompi as roupas de quem nunca gritou mãe!.
*[regina spektor, samson].
há correspondência com:
[me and you and everyone we know.]
segunda-feira, novembro 05, 2007
segunda-feira, outubro 29, 2007
françois et lilie.

peut-on faire la révolution pour l'amour, malgré la révolution?
[mastiga e engole o amor a preto e branco de beijos ruminantes. mastiga e cospe o amor, preto no branco.
ouve o que te diz a revelação e digere a revolução do coração,
em vão]
há correspondência com:
[please mary poppins].
sábado, outubro 27, 2007
terça-feira, outubro 16, 2007
um pé na terra de abril.
há correspondência com:
[and the hours turn into days but still it feels like morning.]
domingo, outubro 14, 2007
foi quando te deste. sim, acho que foi aí que te perdi. porque deixaste de ser teu e quiseste procurar-te noutra pessoa nova que te visse com outros olhos que te podiam inventar. deixa-te estar, a cabeça no meu colo, o cigarro a queimar-te a ponta dos dedos. amanhã não sei mais nada.
hoje apanhámos os semáforos todos vermelhos, como se o tempo nos quisesse parar.
hoje apanhámos os semáforos todos vermelhos, como se o tempo nos quisesse parar.
terça-feira, outubro 09, 2007
quinta-feira, outubro 04, 2007
quarta-feira, setembro 19, 2007
fast as you can.

sim, talvez queira tocar o piano dela, rápida e excessivamente, como quem entra pelos olhos e encontra a memória e lhe diz olá e anuncia a permanência. talvez queira correr até chegar a lado nenhum, talvez queira ser a marta arredonda a saia, marta que não escreve na tecla branca, na tecla preta como se fosse um piano, que quer soar a alice no país dos amores-perfeitos, mas não soa a mais do que o cinderela depois da meia-noite. alice no país dos amores-perfeitos, sim era isso mesmo, mas a perfeição não cresce, esmorece, descai e fica prostrada, à espera de letras novas que a reanimem, mas não há boca-a-boca que levante letra nascida morta, quanto mais uma respiração que apresse texto escrito sob dias e tardes e noites e madrugadas de malas por fazer, de poiso para escolher, como se a minha casa já não existisse. a minha casa existe e é o quarenta e nove, é a primeira casa amarela, é mil oitocentos e noventa, é o vitorino nemésio, é a morte, mas também a vida, é o tal jardim de flores de agosto, é o al berto lido sobre o telhado de vidro. é mais do que isso, é o tio lucena que desenho sozinha, é o avô césar no quintal, a construir para desculpar os dias desconstruídos, é a avó cândida a baloiçar na cadeira, a balançar cantigas e fadigas, ais e mais, é a minha mãe a contar-me a revolução, quem tinha medo comprava uma canção, o meu pai a bater-me à porta, nunca viu ele esta rua tão torta, e os risos conjuntos, quase em consonância, em redor da lembrança de sonhos de infância, de dança a três, era uma vez que pim pam pum, cada um não largou nenhum.
quinta-feira, setembro 13, 2007
go figure!
Well the sun's gonna rise in a mile
In a mile
You'll be feeling fine
In a mile you will see
After me
You'll be out of the dark, yeah
You'll get your shot
poesia quase anónima.

no mercado negro, em 3 linhas gritam-se 3 versos, até dia 7 de outubro.
[selecção dos poemas]
mercado negro
[design e ilustrações]
menina limão
mercado negro
[design e ilustrações]
menina limão
há correspondência com:
[what a glorious feeling].
sexta-feira, agosto 31, 2007
nos entretantos.

as palavras do jardim de agosto saíram à rua - acompanhadas por flores cúmplices -
e alojaram-se no número 365, de um qualquer recanto perto do mundo.
há correspondência com:
[what a glorious feeling].
três mil kilómetros depois.

de partida ao peito e casas nos pés,
rumo aos amanhãs amanhecidos na tua boca.
I don’t think I’ll come down anytime soon*.
há correspondência com:
[and the hours turn into days but still it feels like morning.]
quarta-feira, agosto 29, 2007
por nada, apenas apeteceu-me.
são tuas as palavras em botão que escorrem ternura.
sabias que da porta de minha casa à tua cama
vão 5766 metros de desejo?
demasiados.
desmesurados.
mas de repente não são nada.
quarta-feira, agosto 15, 2007
e porque fui desafiada...
... aqui vão as sete maravilhas da minha vida. e sim, vou deixar coisas de parte, porque nem tudo cabe num post ou no número sete, mas vou tentar...
1
a minha família.
honestamente que não sei como me aturam.
(acho que são santos)
2
a minha mãe, que é a minha heroína, a mulher mais forte que conheço, linda e doce e meiga e inteligente... cheira a segurança e amor sem reservas.
3
amigos e amores!!
e particularmente a minha amora, companheira de tudo, blog, vida, amores e desamores, amizades, faculdade, vida trabalhadora... o meu rochedo e a minha bússola.
4
livros. muuuuuitos livros. livros gordos, cheios de páginas e letras e pontos, vírgulas e... histórias.
5
viagens, mesmo as poucas que faço já me deixam um gosto saboroso na boca.
6
dormir. desculpem lá, mas esta tinha que ir. o sono é fundamental. e acordar cedo e ficar no quentinho a ler horas e horas? deixar o mundo do lado de fora.
7
o meu sítio favorito: a praia. não uma qualquer (a Costa Nova e a Barra que me viram crescer, a praia da Sereia, as Avencas, as Bicas... oh, tantas...). há lá sítio mais pacífico, onde céu e mar se unem... lindo. recarrega baterias.
então é suposto deixar isto a sete bloggers... aisling, só me dás trabalho! ora vamos lá ver:
braga
boo
amora (claro.)
pedro (não sei se vais fazer isto, tenho dúvidas, mas...... não resisto)
atum (porque o atum é um blogger também!!!)
ana beatriz
sílvia (que já não tem blog, mas teve, e terá de novo, quer-me parecer!)
1
a minha família.
honestamente que não sei como me aturam.
(acho que são santos)
2
a minha mãe, que é a minha heroína, a mulher mais forte que conheço, linda e doce e meiga e inteligente... cheira a segurança e amor sem reservas.
3
amigos e amores!!
e particularmente a minha amora, companheira de tudo, blog, vida, amores e desamores, amizades, faculdade, vida trabalhadora... o meu rochedo e a minha bússola.
4
livros. muuuuuitos livros. livros gordos, cheios de páginas e letras e pontos, vírgulas e... histórias.
5
viagens, mesmo as poucas que faço já me deixam um gosto saboroso na boca.
6
dormir. desculpem lá, mas esta tinha que ir. o sono é fundamental. e acordar cedo e ficar no quentinho a ler horas e horas? deixar o mundo do lado de fora.
7
o meu sítio favorito: a praia. não uma qualquer (a Costa Nova e a Barra que me viram crescer, a praia da Sereia, as Avencas, as Bicas... oh, tantas...). há lá sítio mais pacífico, onde céu e mar se unem... lindo. recarrega baterias.
então é suposto deixar isto a sete bloggers... aisling, só me dás trabalho! ora vamos lá ver:
braga
boo
amora (claro.)
pedro (não sei se vais fazer isto, tenho dúvidas, mas...... não resisto)
atum (porque o atum é um blogger também!!!)
ana beatriz
sílvia (que já não tem blog, mas teve, e terá de novo, quer-me parecer!)
domingo, agosto 12, 2007
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